
Escrever livros é sua principal atividade. Seu sucesso como escritor trouxe mais visibilidade e oportunidades de negócios. Veja neste trecho da matéria da revista Exame, como Paulo Coelho tornou-se uma marca reconhecida e admirada em 160 países e por que empresas como DaimlerChrysler e Toshiba querem, cada vez mais, vincular-se a celebridades como ele.
Recebido com reverência em qualquer lugar público onde apareça, ele é a celebridade local e espécie de estrela em toda a França, um dos países que mais consomem livros no mundo. (...)
Recentemente, a editora espanhola Planeta pagou quase 1 milhão de dólares para ter os direitos de publicação de sua obra em todo o mundo. Paulo Coelho, no entanto, está muito longe de ser só um autor de best-sellers como tantos que aparecem, a cada ano, no mercado editorial mundial. Seu nome é mais conhecido do que qualquer um dos 16 livros que escreveu e lançou em 19 anos de carreira como escritor. (...)
Desde 1999, é presença garantida no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, onde profere palestras vistas por gente como Bill Gates, dono da Microsoft, e Klaus Schwab, idealizador do evento. (...)
À primeira vista, pode-se estranhar as razões que levam empresas como Toshiba, DaimlerChrysler e Montegrappa a usar o nome de um escritor brasileiro em seus produtos. Que tipo de benefício elas podem usufruir com essas parcerias? Que valor o nome Paulo Coelho -- misto de compositor de rock, mago e artista -- pode agregar às suas já consagradas marcas? Na opinião dos executivos dessas empresas, a primeira vantagem é a capacidade do autor de falar com pessoas do mundo inteiro, ser reconhecido em lugares tão diferentes como Teerã, Cairo ou Paris e, ao mesmo tempo ou talvez por isso mesmo, contar com a admiração de uma elite que pode comprar produtos sofisticados e caros. (...)
Os 70 milhões de livros vendidos fazem de Paulo Coelho um dos mais bem-sucedidos autores de todos os tempos e o segundo que mais vendeu no ano passado, perdendo apenas para a escocesa J.K. Rowling, autora da saga de Harry Potter. (...) Rowling é bilionária, uma das mulheres mais ricas do planeta, mas não é seu nome que aparece no rótulo dos produtos licenciados. São seus personagens que brilham. O mesmo pode-se dizer de Dan Brown, o americano que escreveu O Código Da Vinci. O livro foi um estouro de vendas (...), mas Brown também não tem mercadorias com sua marca -- e possivelmente não as terá. "Coloco o Paulo na mesma categoria da princesa Diana", diz Peter Olsson, especialista em marketing que trabalha as marcas do ex-lutador Muhammad Ali e do jogador Michael Ballack, da seleção alemã de futebol. "As pessoas se identificam com ele, querem estar próximas dele e, claro, comprariam produtos que levassem seu nome."*
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*fonte: revista Exame - 20.04.200. Veja esta matéria na íntegra .