Luz, câmera... reunião!

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Empresas e profissionais de diferentes segmentos procuram cada vez mais se diferenciar ao realizar apresentações de projetos, produtos, ou mesmo para divulgar sua ideia. Veja neste exemplo, executivos da IBM aprendem a dar um show em suas apresentações utilizando técnicas de teatro. Confira o trecho desta matéria da revista Exame.

 
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Oratória com Estilo: fale em público com naturalidade

Até algum tempo atrás um banquinho e um violão pareciam a companhia mais improvável para o paulista Mauro D'Ângelo, diretor de marketing da IBM, numa apresentação de negócios. Não foi com pouco esforço que ele tomou coragem e decidiu tocar Garota de Ipanema para 2 000 pessoas na abertura de um festival de música patrocinado pela companhia, em dezembro de 2001. Nos meses anteriores, ele havia apresentado o mesmo evento em três regiões do país. Na primeira vez, D'Ângelo apenas leu um texto atrás de um púlpito. Na segunda, improvisou um discurso. Na terceira, acrescentou à performance uma caminhada pelo palco. Na quarta, decidiu se apresentar com o violão. "Estava buscando uma maneira mais autêntica de me comunicar", diz D'Ângelo. "Hoje sou mais espontâneo.""

A mudança no estilo de apresentação de D'Ângelo é resultado de um treinamento pouco convencional pelo qual mais de 60 executivos da IBM já passaram nos últimos dois anos. Baseados em técnicas de teatro, os alunos são estimulados a encontrar em sua personalidade ou história de vida uma maneira de ganhar naturalidade em apresentações dentro e fora da empresa. (...)

A ideia do treinamento surgiu há três anos, pouco antes da aposentadoria do então presidente da IBM Fernando Mitri. Na época, Mitri disse sentir falta de apresentações e reuniões de negócios mais descontraídas. "A ideia era fazer com que os executivos fossem mais expressivos e menos formais em público", diz Vera Dias, gerente de comunicação da companhia. "Recebi a seguinte orientação: se o treinador não tivesse os ranços do mundo corporativo, melhor."(...)

"A divisão rígida entre o que somos dentro e fora da empresa não é saudável para ninguém", diz D'Ângelo. "O treinamento influenciou também a minha vida: comecei a praticar canto."

fonte: Exame.com - 19/01/2004

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