
Você deve estar imaginando que eu vou escrever sobre os Jogos Olímpicos de Beijing, certo? Bem, até poderia ser, mas, o jogo aqui é outro. Neste jogo os atletas somos eu e você. Percebo também que para a maioria desses jogadores o empate é o melhor resultado. Afinal, é melhor empatar do que perder. Será?
Gostaria de convidar você para uma partida: Há quanto tempo você não joga em quadra?
Neste infinito mar de possibilidades que existe ao nosso redor, como ainda é possível nós recriarmos as mesmas realidades? Os mesmos empregos? Os mesmos relacionamentos? Os mesmos caminhos?
Percebo que temos uma tendência de sermos bons jogadores da vida, mas somente quando a quadra é do outro.... Sabemos de todos os lances, marcações, o que é impedimento, o que é ataque e até o que pode e não pode num jogo.
Será que estamos tão condicionados a nossa vida diária? Será que empatar é mesmo o melhor resultado?
Pare e imagine por um instante você em um ginásio de esportes, assistindo a uma partida de qualquer modalidade, onde a sua atuação é a de torcedor. Provavelmente você irá gritar, xingar, vibrar , motivar, chegando até mesmo a roer as unhas do pé, sem falar na vontade incontrolável de sair correndo e entrar em quadra e assumir o lugar do jogador.
Quem já não teve esta vontade ou impulso que vem lá de dentro, do coração ou da cabeça.
Mas é assim mesmo, o que criamos dentro de nós é mais forte do que o que criamos fora de nós. Parece que o que vem de nosso íntimo tem mais força, é mais real, bonito e prazeroso. Aqui não tem limites. Aqui você joga para ganhar.
Talvez você não saiba, mas é assim que as coisas acontecem. Você primeiro pensa em algo, cria as visões mentais e ai vem toda aquela emoção que até a sua fisionomia muda. Depois você parte para ação com toda a emoção e as coisas acontecem. Ao menos é para acontecer.
Você deve estar achando que eu estou filosofando, mas vamos a exemplos reais do nosso dia-a-dia. Qual é a sua atuação no jogo Político do seu bairro, do seu município, estado ou do nosso País? Ou você é do time que joga pelo empate e diz: “O candidato rouba mas pelo menos faz”; ou uma outra que eu ouvi do porteiro do meu prédio: “Pelo menos temos um pobre lá em cima roubando”; pior, vou votar em branco.
Quer outro exemplo: “Pra que vou reivindicar meus direitos, se já sei que não vai dar em nada.”; ou “só com os outros que dá certo”. Percebe como muitas vezes preferimos ficar no igual, sem marcar uma jogada que seja?!
Recentemente recebi um e-mail de um leitor, dentre os vários que recebo, onde este solicitava fazer um dos cursos de nossa grade, mas disse que só pagaria caso conseguisse atingir o propósito do curso.
Neste caso ele já entrou no jogo para um empate, pois o pensamento foi: eu não atinjo os objetivos do curso mas também não pago.
E, com a proximidade do fim do ano, pode apostar que logo começaremos a ouvir: “Nossa!!! O tempo voou. Já estamos no fim do ano.”. E eu te pergunto: “O que você fez com os seus pedidos do início do ano?” Nada né? Mas, a verdade é que eu sei que muita gente também está nesta mesma situação – deixou seus pedidos e resoluções guardados em algum lugar, esquecidos... Eu poderia ficar aqui escrevendo vários exemplos, só para você ficar mau bem reflexivo.
O que eu quero chamar a atenção é que muitas vezes ficamos jogando com a nossa vida, repetindo os mesmos lances ou comportamentos, nos recusando a entrar em quadra para jogar.
Mensagens como esta que estou escrevendo só terão validade se você criar uma ação, caso contrário será só mais uma mensagem melodramática ou uma corrente que você passa para a primeira pessoa que te vem à cabeça e que deve estar com algum problema.
Neste caso a mensagem é para você. Eu lancei a bola, e você está dentro da quadra do jogo, do jogo das possibilidades. Existe uma arquibancada cheia de amigos torcendo para que você dê o melhor lance.
Agora não tem mais jeito, agora é ganhar ou ganhar.
Te espero no podium da vida. Você não vai empatar, né?
Curso que recomendo: Como concretizar metas
Edmar Oneda - coach de vida e sócio fundador da Academia do Palestrante.
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