
Um colaborador que representa um talento – não importa a área em que atue – é alguém que além de ser qualificado e desempenhar bem seu trabalho agrega em seu perfil competências como, se expressar com clareza e objetividade verbalmente e através da escrita, saber fazer uma boa apresentação em público, ser resiliente em situações de pressão de tempo ou estresse. Um talento é alguém que está sempre atento às oportunidades e disponível para se desenvolver em sua carreira, agregando valor para a organização. Mais recentemente, começamos a perceber além de tudo isso existe outro fator fundamental para ser um talento: o controle saudável das emoções.
O aprimoramento das competências técnicas e das habilidades pessoais é fundamental para que um potencial talento se realize. Mas isso não acontece sem emoção. Uma pessoa não deixa de ser uma pessoa quando está exercendo suas funções profissionais. No dia-a-dia, o que vemos que faz a diferença é a forma como as pessoas lidam com as emoções que trazem em si e que são geradas em função dos seus relacionamentos, no trabalho, e fora dele.
Não é por acaso que uma das novas estrelas na constelação dos recursos humanos é o QE = Quoeficiente Emocional, a habilidade de conhecer e exercer controle sobre suas próprias emoções diante das circunstâncias exteriores. Esta habilidade nos dá a possibilidade resistir ou reagir positivamente diante das dificuldades e do stress do dia-a-dia. Afinal, os resultados, quaisquer que sejam, são construídos no cotidiano. Por exemplo, a habilidade de trabalho em equipe não aparece se a vaidade e o desejo de levar vantagem em tudo, falam mais alto. E isso não é uma questão de técnica nem de habilidade, é uma questão de valores e de emoções que impactam os resultados das equipes e das empresas. E mais do que isso, os valores estão totalmente associados às emoções das pessoas, a forma como se sentem em relação aos outros e à empresa.
Como sabemos que todos são emocionalmente sensíveis, em maior ou menor grau, e que a forma como nos sentimos afeta nossa produtividade no trabalho, é muito importante que as ações da empresa considerem como as pessoas se sentirão. Dialogar, consultar, convencer. Para que todos se sintam realmente parte da empresa e se sintam respeitados. Em qualquer relação em que se esteja, sentir-se respeitado é fundamental. Pessoas que têm o respeito como valor e se sentem respeitadas, respeitam as outras, a empresa e são capazes de se comprometer com ela. E mais uma vez, estamos falando em sentir - as emoções são decisivas. Porque elas são capazes de motivar ou de sabotar qualquer projeto.
Por essa razão, quem trabalha com gestão de pessoas tem uma verdadeira missão, que deve ser muito estimulante porque no final das contas, resulta em tornar os colaboradores melhores – tanto do ponto de vista técnico quanto pessoal, e as relações entre as pessoas e as organizações mais humanas.
Ana Paula Gomes
Gerente In Company Academia do Palestrante